Como calcular o reajuste de aluguel
A conta é simples. O que dá errado é o calendário, a base de cálculo e a falta de registro do que foi combinado.
O reajuste anual do aluguel costuma ser tratado como um problema de matemática, e quase nunca é. A conta tem uma linha: valor atual multiplicado pela variação acumulada do índice no período. O que dá errado está em volta dela.
Três coisas que precisam estar definidas no contrato
- Qual índice: IGP-M e IPCA são os mais usados e se comportam de forma bem diferente.
- Qual periodicidade: anual, contada do início do contrato.
- O que acontece se o índice for negativo: reajusta para baixo ou mantém?
A terceira parece hipótese acadêmica até o ano em que acontece — e aí, sem definição prévia, vira discussão.
O erro de calendário
O reajuste vale a partir do aniversário do contrato, não do mês em que você lembrou. Aplicar em outubro um reajuste devido em agosto significa ou perder dois meses de diferença, ou cobrar retroativo de alguém que não esperava — as duas saídas ruins.
É por isso que vale ter o aniversário de cada contrato visível com antecedência, e não descobrir depois.
A base de cálculo tem que ser o valor vigente
Se o contrato já foi reajustado antes, a base é o valor atual, não o original. Parece óbvio, mas em planilha com histórico longo é um erro frequente — e ele se acumula: um reajuste calculado sobre base errada carrega o erro para todos os anos seguintes.
Proponha, não imponha
Tecnicamente o reajuste é automático quando está em contrato. Na prática, avisar antes evita surpresa e reduz muito a chance de inadimplência no mês seguinte. Uma mensagem com o índice usado, o período considerado e o valor novo resolve.
No Estate Pilot o sistema calcula e PROPÕE o reajuste — quem confirma é você. Essa separação existe de propósito: reajuste aplicado sozinho, sem ninguém olhar, é o tipo de automação que gera problema em vez de resolver.